xixi no trânsito: o pior inimigo da mãe

“Mãe, quero fazer xixi!”… “ai meu Deus, agüenta um pouquinho”… “mas eu quero fazer xixi agora”. Esse seria um pedido normal, sem dramas, não fosse o fato de ser 18:00 da noite, dentro de um carro na Av. São João no centro de São Paulo. Isso quer dizer que o carro não anda nem pra direita, nem pra esquerda. Em todo lugar é proibido parar e estacionar. “mãe, não consigo mais segurar!!!”… “tem uma paradinha para desembarque ali”. Paro o carro, esvazio a garrafinha de água, tipo de ciclista, jogando o conteúdo pela janela. Forro o banco com as roupas tiradas na hora do calor mortal de 33 graus no início da tarde, solto o cinto da Isis. “Isis, vem pra cá”; “pra frente?”;”É”; “por que?”; “você não queria fazer xixi?”. Isis pula para o banco ao meu lado, abaixa a calça+cacinha, se apoia na garrafa que é segurada pela minha mão e começa a fazer o xixizinho dela tão desejado. Deu certo? Não. 1/3 ficou na garrafinha, 1/3 desceu pela minha mão até chegar nas roupas que estavam em baixo e 1/3 foi no encosto do passageiro da frente. São tantas emoções, diria o Rei.

É, mas não são só os filhos que passam por isso. Um dia, assistindo ao programa da Oprah, ouvi o relato de uma mãe que queria fazer xixi num momento automobilístico. Ela estava viajando e deu aquela vontadezinha que foi aumentando, aumentando, aumentando… Aí você pergunta: por que ela não pára o carro num posto e corre pro banheiro?”. Pois é… agora amplie o seu campo de visão para o banco traseiro no qual há duas crianças dormindo. Isso significa que para essa pobre mãe fazer seu xixizinho quentinho e amarelo, precisa acordar as crianças, carregá-las até o banheiro, abaixar a calça + calcinha com uma criança no colo e a outra sentada no chão onde mais de 1 bilhão de bactérias por centímetro quadrado vivem felizes e saltitantes. Depois disso, a mãe volta pro carro, elas não dormem mais e ficam inquietas choramingando até chegar ao destino. Ao invés da viagem ser linda, com aquela paisagem maravilhosa, gados pastando nas colinas verdinhas, garças sobrevoando rios a se perderem de vista, Pat Metheny na trilha sonora…., ela se torna um pesadelo, o pior dos piores. A mãe não pensou muito até ter uma idéia que daria até pra usar em campanha publicitária da Pampers. É isso mesmo, Pampers. Então, ela pegou a fralda da bolsa encostada no banco do passageiro ao lado do motorista, deu uma paradinha no acostamento, abaixou a calça+ calcinha e fez o teste da fralda de qualidade. Eu posso imaginar o pensamento de alívio, as cores sobrevoando a cabeça como numa viagem alucinógena, e a urina descendo fralda abaixo, inundando todas as bolinhas de gelatina abaixo da fina camada de papel. Que delícia! As crianças? Continuaram dormindo, nenhum caminhoneiro businou, e essa mãe feliz seguiu sua viagem.

Mas voltando às vontades repentinas da Isis de fazer xixi, surge a questão: “puxa, por que a Helena não pegou a fraldo do Vinícius para a Isis fazer o pips dela ?”. De fato eu tinha levado uma fralda para o carro quando partimos naquela tarde, mas um pouco antes da Isis sentir vontade, eu precisei fazer xixi :-).

This entry was posted on Wednesday, September 2nd, 2009 at 01:06 and is filed under ser mãe. You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed. You can leave a response, or trackback from your own site.

4 Responses to “xixi no trânsito: o pior inimigo da mãe”

  1. Bezinha Says:

    Pelo jeito, segredo é ter sempre um pacote da fraldas no carro e pra ficar perfeito, baby wipes pra dar aquela limpadinha!
    Já passei por algo parecido, mas não tão dramático; foi naquela fase tão festejada de tirar a fralda, Ana tinha uns dois anos e pouquinho, já moça, sem fralda, pedindo pra fazer xixi… uma graça. Pois bem, saímos da escola “quer fazer xixi, filha” “Não, mamãe!” Blz, ok, vamos nessa que o caminho é longo – Morumbi – Sumaré, também às seis da tarde. Ponte Cidade Jardim, parada, túnel, parado, tudo parado e eu rezando pra achar um Mac Donald’s, mas ao mesmo tempo pensando “ai esse toquinho, naquele banheiro imundo, tô fora. Filha vai ter que esperar, manda o xixi passear…” e foi assim, xixi passeou o caminho inteiro, só não aguentou o trecho entre a sala e o banheiro… foi tudo na porta da entrada de casa! Tadinha, fiquei até com medo dela ter infecção urinária, de tanto que mandou o xixi passear!!

  2. Patricia Says:

    O bom mesmo é quando você tem menino. Fica bem mais fácil. É só achar um lugar para parar o carro. E no caso da garrafa, não tem perigo de errar a mira…. Pois é, vamos ver como vai ser, né Mariana?

  3. Dani Says:

    Peniquinho de presente pra ficar embaixo do banco do carro!!!
    Ontem eu tive tpv (tensao pre viajem)… como é traumatico viajar depois que temos filhos… fazer as malas requer uma memoria que nao existe e disposicao e animo pra organizar tudo….
    bjs a todos!

  4. Maria Mijona Says:

    É simples. Sabem aquele pote de lencinhos, cilindríco, que tem uma boca enorme? É perfeito! Para meninas, mães, avós, todas as mulheres. Acabaram-se os problemas de falta do pênis na hora de fazer xixi no trânsito. Não temos mangueirinha, mas temos potinho. Não escorre pela mão e dá tudo certo. Tenham sempre um no carro. Outro truque que já usei em situação de total desespero, pois a Manu, minha filha, é uma super mijona inconveniente, acho que a bexiga dela é mini. Foi o seguinte, não tinha potinho, não tinha fralda, nada! Então peguei uma camiseta, embolei meio redondinho e a criança fez o xixi ali. Paciencia, ficou meio fedidinho, mas não paro na Pedro Taques sozinha com as crianças. Beijos.

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