como era doce o meu soninho

Certa vez uma amiga minha me disse que a maternidade é uma coisa tão maravilhosa (concordo), mas tão maravilhosa, que ela não sabia o que faria sem os filhos (não concordo). Eu sei o que eu faria: iria dormir muuuuuito.
Quando eu não tinha filhos, nos fins-de-semana, acordava às 10:00, fazia um café, lia uma livro até a página 100 e voltava a dormir. Acordava, lia mais um pouquinho e em algum momento da tarde me levantava pra comer algo. Que delícia! Era bom…
Agora, também é uma delícia. Os dois acordam e vão para nossa cama. Ficam conosco deitados um pouquinho, dão carinho na gente, mãozinha macia, cheirinho de suor seco, beijinhos, uhmmmmmm, uma coisa linda. Loguinho a coisa começa a ficar mais agitada. É um tal de sobe-e-desce e corre pro quarto e volta com um brinquedo, que por sua vez, naquela solonência, querendo sentir o gostinho do sono mais uns minutinhos, você sente bater no seu rosto. Tem também a variante com um pezinho ou dois no seu pescoço, rosto, nariz seguidos de uma pulada na barriga. Daqui a pouco a Isis e fala: “mãe levanta, quero colocar vestido”. E depois, mais uma vez, e mais uma vez… Não dá mais pra adiar, eles venceram: “Tá bom, levanto”. Me levanto e olhando pra trás vejo meu marido deitadinho no lugar dele, ainda curtindo o peso nos olhos. Que inveja! Ela nunca pede pra ele se levantar.
Nada disso seria traumático, se não fosse pelo fato de eu me levantar algumas vezes durante a noite. Atualmente fico contente quando durmo seis horas initerruptas. A sensação que eu tenho é que os dois combinam em off antes de dormir: “hoje é sua vez, tá?”, “tá legal, amanhã é você”. E assim, numa noite um resolve ficar acordando, chorando ou sei lá o que. Na outra, aquele que dormiu na noite anterior, faz a sua parte no combinado. O mote é não deixar a mamãe dormir.

Tem também a noite tipo pingue-pongue (com ou sem ifem?), na qual um chora, depois o outro chora, um chama, depois o outro chama. Só que a bolinha sou eu. O pior é que meu marido nunca escuta os dois. E o instinto materno não descança nunca: quando eles não me acordam, lá pelas tantas, acordo assustada, vou até o quarto ver o que está acontecendo, se os dois estão respirando ou se os cobertores resistiram a aquilo que chamo de efeito ponteiro (criança que gira na cama enquanto está dormindo).

Um dia isso deve acabar…comigo?! No fundo sou otimista. Faltam só três anos para o Vinicius fazer 5, e algumas crianças com essa idade já vão sozinhas fazer xixi à noite (acho). Tenho fé, fé em Hipnos, que um dia eu vou voltar a dormir bem. Pena que a pele do rosto não perdoe tamanha judiação. Mas esse é um outro assunto…

This entry was posted on Sunday, August 9th, 2009 at 02:58 and is filed under ser mãe. You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed. You can leave a response, or trackback from your own site.

4 Responses to “como era doce o meu soninho”

  1. Rafa Anton Says:

    Oi Le,Parabens pelo Blog!!,(e discculpas pelo portunhol)
    E lindo e funcional(acho q vou encomendaros um site, se e possivel,claro).Me orgulho de ser o primeiro homem em escrever no seu cantinho…embora não pertença ao 0,001%Mais sim quiçais,pode ser,não sei a um 10 % que compartilha responsabilidades cotidianasI(algumas). com a sua parceira (trabalho em casa) e entende e aprecía e se maravilha .E desde aquí quero rendir a minha homenajem as maes(boas maes)do mundo..Parabens meninas voçes são fantásticas! desculpa ,tenho que sair correndo que o pequenhim acordou,CIAO!!!

  2. Ana Bolena Says:

    Aí Nêga, só dois textos?! Estão ótimos, mas cadê a produção? O que você anda fazendo das 2 às 4 da madruga? Tá dormindo muito, hein camarão.

    Parabéns pela boa inspiração, tenho certeza de que seu blog só será lido por nós, naqueles sábados às 9 da noite, quando a gente já se convenceu de que não tem com quem deixar as crianças mesmo. Nós, os sem-gafieira, sem-cineminha, sem-botequinho, sem-sexo, ops! Sem-sexo, não! Você ainda está novata, espera o guri fazer uns 4 ou 5 aninhos, que verás, que a gente aprende, com a prática, a gozar na cuxia, he he. Já durmo tanto hoje em dia, que dá tempo até de ter sonhos eróticos. Beijocas em você e na family!

  3. Dani Says:

    Aqui é mais uma nova admiradora de Helena.
    Quanto a voltar a dormir, minha sábia avó sempre diz: depois que pari, nunca mais eu dormi!

  4. Bezinha Says:

    É, alguns homens nasceram com cera de abelha no ouvido!! Incrível como não acordam! Mas sabe, temos um combinado, que rola de vez em quando, principalmente no domingo: a Ana acorda, vai pra nossa cama e quem levanta é o pai. Aí, eles somem da casa, vão ter uma manhã exclusiva de pai e filha e aí eu durmo até umas 11h, levanto com calma e tomo café tranquila , enfim,aquele sossego … Começo o domingo com baterias recarregadas para a 2ª e o mais importante é que pai e filha se viraram e deu tudo certo com eles e eles percebem o quanto é bom ter esses momentos sem a mãe, sem a Bezinha…bj

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